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O que é o Autismo?

Atualizado: 20 de abr.



-Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que bloqueia a criança na formação de vínculos e relações satisfatórias de convívio com o meio que está inserida, a criança está tão controlado por seus pensamentos que ocorre uma percepção diferente sobre a realidade externa e assim criando refúgio em seu mundo interno e fantasiado.


É o conjunto de características e sintomas definido por alterações comportamentais presentes e que são visíveis na primeira infância (0-3 anos) tal conjunto abrangendo o desenvolvimento são esses: Comunicação, Interação Social e Pensamento.


Por isso, fazer um diagnóstico precoce é tão necessário, e assim começar a trabalhar em um tipo de estímulo onde houver mais necessidades, bem como tentar desenvolver uma forma única de se comunicar com a criança e ou dependendo do caso de uma forma mais padronizada.


É visto dentro de um espectro desses casos mais leves ao mais severos e assim existindo síndromes correlatas dentro desse espectro como: Síndrome de Angelman, X frágil, Hiperlexia, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Síndrome de Rett, Síndrome de Prader-Willi.


Incidência


O autismo incide igualmente em famílias de diferentes credos, raças e classes sociais,


O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) realiza estudos sobre a prevalência do autismo desde o ano 2000 com crianças de 8 anos de idade.


A prevalência é o estudo do número de pessoas que fazem parte de uma condição em relação ao número total da população.


Os estudos apontam a prevalência em relação ao gênero, comparando meninos e meninas.


O CDC identificou em 2020 que o número de crianças com TEA é de 1 a cada 54 meninos, enquanto que para meninas a proporção é de 1 a cada 144.


Ou seja, a prevalência de meninos com TEA é 4 vezes maior do que meninas.


Diagnóstico


Precisa ser feito por um profissional da área médica e especializado sendo baseado nos estudos dos comportamentos apresentados.


Sendo feito precocemente pode-se iniciar as condutas terapêuticas, tratamento educacional especializado e se necessário de acordo com a avaliação médica, o uso de medicamentos psicofarmacológicos, para se diagnosticar e avaliar a criança autista, geralmente é usado o sistema de Classificação Internacional das Doenças (CID-10) da OMS (Organização Mundial de Saúde), e o manual de Diagnóstico e Estatísticas de Doenças Mentais da Academia Americana de Autismo (DSM V)


No Reino Unido de acordo com pesquisas feitas pelo Dr.Christopher Gillberg e colaboradores e criando uma escala de perguntas e respostas Sim/Não, usada dentro dos 18 meses de idade sugeridas aos pais.


Tratamento


Devido ao grande mistério que paira sobre a origem do autismo, e suas causas de diversos fatores e multidimensional, não existe um tratamento comum, portanto são inúmeras as técnicas e condutas terapêuticas utilizadas.


Métodos como Teacch (Tratamento em Educação para Autistas e Crianças com Deficiências Relacionadas à Comunicação), e o ABA-Applied Behavior Analysis (Análise do Comportamento Aplicada), são os mais comuns e se aliados a uma conduta terapêutica maternal tornam-se ferramentas importantes dentro do tratamento, contudo existe outros modelos de abordagens que são interessantes e podem ser levadas em consideração.



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